
Fuga de chefes do esquema do combustível expõe falhas em megaoperação da PF
Apesar do grande aparato, as operações deflagradas na quinta-feira (28) contra a infiltração do crime organizado no setor de combustíveis terminaram com baixo número de prisões. O empresário Mohamad Hussein Mourad, o “Primo”, dono da Copape e apontado como ligado ao PCC, e seu parceiro Roberto Augusto Leme da Silva, o “Beto Louco”, escaparam antes da chegada dos agentes e seguem foragidos.
Além da dupla, outras seis pessoas também não foram encontradas. Em suas casas e escritórios, a PF apreendeu apenas joias, dinheiro, computadores e cadernos, mas a maioria dos endereços estava praticamente vazia — indício de fuga planejada.
Promotores e policiais federais admitiram falhas de coordenação entre Justiça Estadual e Federal, o que pode ter comprometido a eficácia da ação. Há suspeita de vazamento de informações.
Nesta sexta-feira (29), a PRF localizou 12 caminhões da G8Log, empresa de transporte de combustíveis de Mohamad, abandonados em um posto de Camaçari (BA). A frota era toda alugada de locadoras ligadas ao esquema criminoso.
Investigadores não descartam que Mohamad tenha contado com apoio do Hezbollah, devido a seus laços familiares no Líbano, para deixar o país.
Redação
Com informações O Bastidor