Produtores e tradings relatam forte oscilação nas cotações devido ao peso de três fatores simultâneos: clima irregular nas principais regiões produtoras, flutuação acentuada do dólar e incerteza logística internacional.
No Brasil, cooperativas e analistas afirmam que as chuvas irregulares em Minas Gerais e Espírito Santo ainda dividem opiniões. Parte do setor vê melhora na umidade do solo, mas outra parte vê risco de stress hídrico em áreas mais secas e teme impacto na produtividade da safra 2026.
Enquanto isso, o dólar segue pressionando preços. A moeda americana iniciou o dia alternando altas e quedas, o que influencia diretamente o valor pago pelo café brasileiro, já que a commodity é referenciada internacionalmente. Para muitos analistas, o cenário é típico de “semana de grande sensibilidade”, pois qualquer sinal macroeconômico externo mexe no humor do mercado interno.
No plano global, as tensões geopolíticas seguem afetando os fretes. Empresas de comércio exterior relatam atrasos em portos estratégicos, principalmente em rotas que passam por Ásia e Oriente Médio. Esse gargalo logístico encarece custos e pode segurar oferta para alguns mercados finais.
No campo comercial, exportadores informaram que compradores estrangeiros estão aguardando um pouco mais antes de fechar contratos — o que reforça a sensação de mercado travado no curto prazo. Mas há expectativa de retomada mais firme a partir da segunda quinzena do mês, caso o câmbio se estabilize.
O café segue como uma das commodities brasileiras mais sensíveis ao clima e aos movimentos internacionais. E, hoje, mais uma vez, o setor começa o dia com a mesma frase que resume o momento: “tudo muda em questão de horas”.
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Redação
FONTES / LINKS
– Notícias Agrícolas
– Bloomberg Agro
– Reuters Commodities
– Valor Econômico – Agronegócio



