Uma investigação da Operação Carbono Oculto, deflagrada em agosto, revelou que o Primeiro Comando da Capital (PCC) controlava 251 postos de combustíveis usados para lavagem de dinheiro em São Paulo, Goiás, Paraná e Minas Gerais. Segundo decisões judiciais e dados obtidos pelo g1, o esquema envolvia empresas de fachada e movimentava bilhões de reais.
Do total de estabelecimentos, 233 estão em São Paulo, 15 em Goiás, 2 no Paraná e 1 em Minas Gerais. Mais da metade operava como bandeira branca, sem vínculo direto com distribuidoras. O restante usava marcas conhecidas como Ipiranga, BR Petrobras, Shell e Rodoil, que afirmaram repudiar práticas ilícitas e romper contratos com suspeitos.
A operação identificou 15 principais investigados, entre eles Pedro Furtado Gouveia Neto e Luiz Felipe do Valle Silva do Quental de Menezes, apontados como donos de dezenas de postos ligados ao grupo de Mohamad Hussein Mourad, considerado o operador do esquema e atualmente foragido.
Empresas e suspeitos citados negam envolvimento com o crime organizado e afirmam colaborar com as autoridades. O Ministério Público de São Paulo e a Receita Federal mantêm sob sigilo a lista completa dos estabelecimentos investigados, que pode ultrapassar mil unidades.
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Redação
Com informações Agora Brasil


