Cíntia de Matos Mesquita é eleita umas das 100 Mulheres Poderosas do Agro

Cíntia de Matos Mesquita é eleita umas das 100 Mulheres Poderosas do Agro

A cafeicultora e dirigente da AMUC (Associação de Mulheres da Cafeicultura das Matas de Minas e Caparaó), Cíntia de Matos Mesquita, foi eleita pela Revista Forbes uma das “100 mulheres poderosas do Agro Brasileiro”. A divulgação da lista foi feita nesta sexta-feira, 15/10.

Mulheres de destaque estão por toda parte. Cada vez mais, elas têm ocupado espaços importantes na sociedade. E no agronegócio não é diferente. Hoje (15) é Dia Internacional da Mulher Rural, instituído pela ONU (Organização das Nações Unidas) em 1995 com o intuito de elevar a consciência mundial sobre a importância dessa figura feminina como protagonista nas mudanças econômicas, sociais, ambientais e políticas. A Forbes Brasil aproveita a data para lançar sua primeira lista “100 Mulheres Poderosas do Agro”, com nomes que estão transformando diferentes segmentos do setor.

Na lista, a Forbes procurou selecionar representantes do movimento de mudança no campo. Por meio delas, o objetivo é homenagear as demais mulheres que atuam no agronegócio – mesmo que o trabalho seja realizado a partir das cidades.

Para chegar aos 100 nomes, fomos a campo pesquisar, perguntar, buscar orientação de lideranças e também resgatar informações de reportagens especiais. São mulheres que se destacam em diferentes setores do agronegócio: elas estão presentes na produção de alimentos de origem vegetal e animal, na academia, na pesquisa, nas empresas, em foodtechs, em consultorias, em instituições financeiras, na política, nas entidades e nos grupos de classe e, mais do que nunca, nas redes sociais.

Oito mineiras estão na lista. O nome de Cintia de Matos Mesquita foi destaque da nossa região, mas sua atuação é considerada nacional, especialmente pelo protagonismo à frente das mulheres na cafeicultura.

Cintia é produtora de café em Reduto, na região das Matas de Minas e foi presidente e atualmente é diretora da IWCA (Aliança Internacional das Mulheres do Café, na sigla em inglês) no Brasil, desde 2017. A entidade sem fins lucrativos foi criada em 2003 a partir do encontro de mulheres da indústria com produtoras de café na Nicarágua e tem por objetivo promover a participação feminina nas decisões das políticas cafeeiras e divulgar e valorizar os cafés de qualidade. Ela atualmente está liderando os trabalhos da AMUC (Associação de Mulheres da Cafeicultura das Matas de Minas e Caparaó).

Em suas redes sociais, Cintia demonstrou surpresa e gratidão. “Felicidade a mil. Só agradecer a tantas mulheres que fazem parte desse trabalho. Não é a Cintia que está entre as 100, somos todas nós mulheres do agro… Aqui está a IWCA, as minhas meninas do coração da AMUC, a Região das Matas de Minas e minha Reduto, as lideranças que em todos esses anos me ensinaram o verdadeiro sentido da coletividade, das parcerias, do apoio. É realmente um mix de felicidade. Tantos erros e acertos, tantas vezes falas interrompidas, mas não deixamos nos abater.  Estou feliz por fazer parte desse movimento, de acreditar nas pessoas. Momentos que estamos vivendo, que eu estou vivendo,  difíceis,  mas estou superando, estamos superando. Obrigada as cooperativas, associações que me ensinaram muito. Obrigada minha família,  meus amigos e todos e todas que acreditam no trabalho coletivo”, comemorou, lembrando também da memória de sua mãe, “Mas ela está lá de cima vendo tudo! Obrigada mãe por tudo”.

Nas redes sociais, entidades e parceiros também parabenizaram Cíntia Mesquisa pelo reconhecimento. A Associação Comercial, Industrial e de Agronegócios de Manhuaçu (ACIAM) manifestou satisfação pela liderança e empoderamento que ela conduz no setor cafeeiro.

O coordenador do Simpósio de Cafeicultura e ex-presidente da ACIAM, Silvério Afonso Júnior, destacou a importância do reconhecimento. “Ficamos muito felizes de ver a liderança da Cintia ser reconhecida nacionalmente. Quem conhece seu trabalho junto ao Simpósio, ao lado de outras mulheres da nossa região, sabe de sua dedicação. A presença das mulheres cafeicultoras nos últimos anos no Simpósio é prova desse movimento. Nossos parabéns para a Cintia e para todas as mulheres representadas por ela”, reconheceu.

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