O chamado “método militar para dormir”, que viralizou nas redes sociais prometendo fazer qualquer pessoa adormecer em apenas dois minutos, pode acabar prejudicando o sono em vez de ajudar, segundo especialistas ouvidos pela BBC.
A técnica foi criada durante a Segunda Guerra Mundial pelo treinador americano Lloyd “Bud” Winter e envolve exercícios de relaxamento progressivo do corpo, respiração profunda e visualizações mentais. Embora seja baseada em princípios reais de relaxamento, especialistas alertam que a promessa de resultados rápidos cria expectativas irreais e pode gerar frustração, especialmente em pessoas com insônia.
De acordo com neurocientistas e médicos do sono, a maioria das pessoas leva entre cinco e 20 minutos para adormecer, e tentar dormir em apenas dois minutos pode aumentar a ansiedade. Além disso, adormecer rápido demais pode ser sinal de privação crônica de sono ou de distúrbios não diagnosticados.
Os especialistas também reforçam que não existe uma quantidade “ideal” de horas de sono válida para todos. A necessidade de sono varia de pessoa para pessoa, influenciada por fatores como genética e rotina.
Em vez de buscar soluções milagrosas, médicos recomendam hábitos mais eficazes, como manter horários regulares para acordar, evitar cochilos durante o dia, ir para a cama apenas quando estiver com sono e criar uma rotina noturna disciplinada, com menos estímulos e uso reduzido de telas.
Segundo os especialistas, é justamente essa disciplina — muito comum na rotina militar — que pode ajudar civis a dormir melhor, sem a pressão de adormecer rapidamente.
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