O cantor e compositor mineiro Lô Borges, um dos nomes mais importantes da música brasileira e cofundador do Clube da Esquina, morreu nesta segunda-feira (3/11), aos 73 anos, no Hospital Unimed, em Belo Horizonte. Ele estava internado há 18 dias, após ter dado entrada com quadro de intoxicação medicamentosa. Durante o tratamento, passou por diversos procedimentos, entre eles traqueostomia e hemodiálise, mas não resistiu.
Lô Borges foi uma das maiores referências da música mineira. Ganhou seu primeiro violão de Milton Nascimento ainda na adolescência e, aos 20 anos, assinou com Bituca o lendário álbum “Clube da Esquina” (1972), obra que mudou a música brasileira e segue influenciando gerações.
Autor de clássicos como “O trem azul”, “Um girassol da cor de seu cabelo”, “Clube da esquina nº 2” e “Para Lennon e McCartney”, Lô construiu carreira marcada por inovação, misturando rock, jazz, psicodelia, pop e MPB.
Nos últimos anos, voltou a compor intensamente e vinha lançando um disco de inéditas por ano desde 2019, sempre com novos parceiros — o mais recente foi “Céu de giz” (2025), com Zeca Baleiro.
O artista deixa um legado histórico, reconhecido no Brasil e no exterior, e um filho, Luca, de 27 anos. A música brasileira perde um dos seus maiores melodistas — um gênio que levou o som de Minas para o mundo.
Redação
Com informações Estado de Minas



