O governo central anunciou um déficit primário de R$ 73,8 bilhões em março de 2026, o pior resultado para o mês desde o início da série histórica, em 1997. Os dados, divulgados pelo Tesouro Nacional, mostram uma forte deterioração nas contas públicas em comparação com março de 2025, quando houve superávit de R$ 1,5 bilhão.
Apesar do crescimento de 5,1% nas receitas, impulsionado por tributos como IPI e IOF, o aumento expressivo de 49,2% nas despesas foi determinante para o resultado negativo. Entre os principais fatores estão o pagamento de precatórios e a alta nos benefícios previdenciários, que cresceram mais de 35% no período.
No acumulado do primeiro trimestre, o país também registra déficit, revertendo o cenário positivo do ano anterior. As despesas avançaram bem acima das receitas, pressionando ainda mais o equilíbrio fiscal.
A meta do governo para 2026 prevê superávit primário de 0,25% do PIB, mas estimativas da equipe econômica já indicam dificuldade para atingir o objetivo. Mesmo com arrecadação recorde impulsionada pelos royalties do petróleo, o ritmo de crescimento dos gastos preocupa.
O resultado reforça o desafio do governo em controlar despesas e manter a credibilidade fiscal diante de um cenário de pressão crescente sobre as contas públicas.
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Redação
Com informações Gazeta Brasil



