Após megaoperação no Rio, popularidade de Lula volta a cair, aponta pesquisa encomendada pela própria Secom
Uma pesquisa telefônica realizada entre os dias 1º e 4 de novembro, com 2.803 entrevistados, acendeu o alerta dentro do Palácio do Planalto. O levantamento, encomendado pela própria Secretaria de Comunicação da Presidência (Secom), mostra recuo da aprovação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e aumento da rejeição em meio à crise da segurança pública no Rio de Janeiro.
Avaliação do governo hoje:
- Ótimo/Bom: 34%
- Regular: 19%
- Ruim/Péssimo: 44%
Trata-se do segundo recuo seguido desde setembro, derrubando o pequeno fôlego positivo conquistado nos últimos meses.
O tema segurança pública pesa fortemente nessa percepção.
A megaoperação no Rio — que deixou 121 mortos — foi conhecida por 98% dos brasileiros (100% no Rio). Mas o impacto político foi negativo para o Planalto: 45% avaliaram a postura de Lula diante do caso como “ruim/péssimo”.
Enquanto isso, a operação comandada pelo governador Cláudio Castro (PL) recebeu apoio de 72% dos brasileiros — e 73% entre os fluminenses.
Mesmo assim, o governo federal aposta em uma estratégia de médio prazo: Lula endureceu o tom e passou a falar em “matança”. Dentro da Secom, auxiliares acreditam que denúncias futuras e investigações sobre abusos podem virar o jogo e desgastar o governo do Rio.
Outro dado que preocupa o Planalto: 56% dos brasileiros acham que quem deve resolver o problema da violência no Rio é o governo federal — não o estadual.
Resultado: o governo Lula corre atrás de ajustar comunicação, tentar mostrar ação e diminuir a percepção de omissão.
Por enquanto, porém, os números são duros: a rejeição voltou a crescer — e o tema segurança pode se tornar o maior risco político para o presidente.
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Redação
Com informações: Hora Brasília



