O senador Flávio Bolsonaro e o pastor Silas Malafaia devem protagonizar um gesto público de reconciliação no próximo dia 3 de maio, durante um culto da Assembleia de Deus Vitória em Cristo, no Rio de Janeiro. O encontro ocorre após meses de desgaste, marcados por críticas do líder religioso à atuação política do parlamentar.
A reaproximação tem forte peso simbólico e estratégico, especialmente pelo impacto do eleitorado evangélico nas eleições nacionais. O movimento também indica uma reorganização dentro do campo conservador, mirando futuras disputas eleitorais.
O distanciamento entre os dois foi provocado, entre outros fatores, pelo apoio inicial de Malafaia ao governador Tarcísio de Freitas e por críticas à pré-candidatura de Flávio. Houve ainda menções a uma possível chapa com Michelle Bolsonaro, além de divergências estratégicas dentro da direita.
A retomada do diálogo ganhou força após um ato político em defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro, realizado na Avenida Paulista, onde Flávio elogiou publicamente o pastor e defendeu a união do grupo.
O apoio evangélico segue sendo peça-chave na estratégia política do senador, especialmente diante da disputa com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva nesse segmento do eleitorado.
A aliança entre Flávio Bolsonaro e Silas Malafaia sinaliza não apenas uma reconciliação pessoal, mas um reposicionamento político relevante dentro da direita brasileira.
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Redação



