Um avião de pequeno porte que decolou do Aeroporto da Pampulha caiu na tarde de segunda-feira no bairro Silveira, região nordeste de Belo Horizonte, após atingir um prédio residencial. O acidente deixou três mortos e dois feridos, além de mobilizar uma grande operação de resgate. A atuação rápida do Corpo de Bombeiros foi apontada como decisiva para conter riscos de incêndio e possível explosão no local.
Segundo as informações divulgadas, a aeronave decolou às 12h16 e, poucos minutos depois, o piloto declarou emergência do tipo “mayday”, relatando perda de controle durante a subida. Às 12h19, o avião perdeu altitude, colidiu contra a lateral de um edifício na altura do terceiro andar e caiu na área de estacionamento do condomínio. As primeiras equipes de resgate chegaram por volta de 12h25.
Resposta rápida evitou agravamento
De acordo com o Corpo de Bombeiros, foram mobilizadas sete viaturas e 28 militares. A prioridade inicial foi retirar os moradores do prédio atingido, com apoio de escadas operacionais. Conforme as informações disponíveis até o momento, não houve vítimas entre os moradores e ocupantes do edifício.
Além do resgate, os bombeiros atuaram para reduzir o risco de um desastre ainda maior, com a aplicação de espuma mecânica sobre combustíveis e fluidos inflamáveis espalhados após o impacto. A medida foi adotada para prevenir incêndio e eventual explosão, diante da presença de material altamente combustível na área da queda.
Investigação está em andamento
A Aeronáutica retomou nesta terça-feira (5) os trabalhos periciais no local. A apuração é conduzida pelo Terceiro Serviço Regional de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Seripa III), órgão ligado ao Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa), vinculado à Força Aérea Brasileira (FAB).
Segundo o Cenipa, esta fase integra a chamada Ação Inicial, etapa em que os investigadores fazem a coleta de dados, a preservação de evidências e a análise preliminar dos danos provocados pela aeronave. O objetivo é identificar fatores que possam ter contribuído para o acidente.
Até o momento, não há conclusão oficial sobre as causas da queda, e qualquer hipótese depende do avanço da investigação técnica.
Vítimas identificadas
As três mortes confirmadas são:
- Wellington de Oliveira, piloto, de 34 anos;
- Fernando Moreira Souto, empresário e veterinário, de 36 anos, filho do prefeito de Jequitinhonha (MG), Nilo Souto (PDT);
- Leonardo Berganholi.
Outros dois ocupantes sobreviveram e foram levados para atendimento médico:
- Arthur Schaper Berganholi, de 25 anos;
- Hemerson Cleiton Almeida Souto, de 53 anos.
De acordo com a Fundação Hospitalar do Estado de Minas Gerais (Fhemig), ambos permanecem hospitalizados com quadro considerado estável.
Impacto e comoção
O acidente causou forte comoção em Belo Horizonte e em outras cidades mineiras, especialmente pela gravidade da ocorrência em uma área residencial. O caso também chama atenção para a rapidez entre a decolagem e a queda, já que o voo durou cerca de três minutos até o impacto.
Enquanto as investigações prosseguem, autoridades trabalham para esclarecer a dinâmica do acidente e verificar se houve falha mecânica, fator operacional ou outra circunstância que explique a perda de controle reportada pelo piloto pouco após a decolagem.
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Redação
Nota
Esta reportagem foi produzida com base em informações atribuídas a órgãos oficiais, equipes de resgate e veículos de imprensa. As causas do acidente ainda estão sob investigação, não havendo, até o momento, laudo conclusivo das autoridades aeronáuticas. Eventuais referências a falhas, circunstâncias técnicas ou responsabilidades são tratadas apenas como hipóteses investigativas, sempre sob observância do devido processo legal, da presunção de inocência e do direito ao contraditório.



