Primeiro turno definiu novas composições em pelo menos cinco estados; nomes históricos da política brasileira não conseguiram se reeleger ou foram derrotados nas urnas
Por Redação ACM Notícias Publicado em 05/10/2026

O primeiro turno das eleições de 2026, realizado neste domingo (4), promoveu uma renovação significativa na bancada do Senado Federal. Em pelo menos cinco estados, senadores que buscavam a reeleição ou que ocupavam cadeiras na Casa não conseguiram se manter no cargo — entre eles, nomes conhecidos da política nacional, alguns com décadas de trajetória parlamentar.
A apuração eleitoral, divulgada pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) ao longo da noite de domingo, confirmou mudanças expressivas nas composições estaduais. Confira, estado a estado, quem saiu e quem entrou no Senado.
Amapá: Randolfe Rodrigues (PT) fica de fora

No Amapá, o senador Randolfe Rodrigues (PT), que ocupava uma cadeira na Casa desde 2011, não conseguiu se reeleger. As duas vagas em disputa ficaram com Rayssa Furlan (Podemos) e Lucas Barreto (PSD).
Com 95,82% das urnas apuradas, os resultados foram:
| Candidato | Partido | Votos válidos |
|---|---|---|
| Rayssa Furlan | Podemos | 29,81% |
| Lucas Barreto | PSD | 24,13% |
| Randolfe Rodrigues | PT | 18,69% |
| Acácio Favacho | MDB | 14,86% |
| Alliny Serrão | União | 9,76% |
Rayssa, de 39 anos, chegou ao Senado em sua segunda tentativa — em 2022, havia ficado próxima de Davi Alcolumbre (União), presidente do Congresso Nacional. Ela é casada com Antônio Furlan (PSD), eleito governador do Amapá também no primeiro turno. O casal integra o principal grupo de oposição política a Alcolumbre no estado.
Lucas Barreto, de 61 anos, é senador desde 2019 e construiu carreira política no Amapá como deputado estadual e vereador de Macapá.
Maranhão: Eliziane Gama (PT) não se reelege

No Maranhão, a senadora Eliziane Gama (PT), que buscava a renovação do mandato, ficou de fora. Eleita em 2018 com 1.539.942 votos (27% dos válidos), ela registrou desta vez 582.130 votos (9,68%), considerando 84,86% das urnas apuradas.
As duas vagas foram conquistadas por:
- Fufuca (PP): 21,60%
- Lahesio Bonfim (Novo): 21,08%
Atrás deles, ficaram Roseana Sarney (MDB), com 16,01%, e Weverton Rocha (PDT), com 14,74%.
Mato Grosso do Sul: Soraya Thronicke (PSB) perde mandato

Em Mato Grosso do Sul, a senadora Soraya Thronicke (PSB), que contava com o apoio do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), não conseguiu renovar o mandato. Com 93,03% das urnas contabilizadas, ela aparecia em quarto lugar, com 12,85% dos votos válidos.
As duas vagas ficaram com candidatos do PL:
- Reinaldo Azambuja: 34,76% (843.043 votos)
- Capitão Contar: 33,25% (806.532 votos)
No mesmo estado, o governador Eduardo Riedel (PP) garantiu a reeleição com 67,41% dos votos válidos, considerando 83,03% das urnas apuradas.
Alagoas: Renan Calheiros (MDB) não se reelege

Em Alagoas, uma das disputas mais acirradas do país, o senador Renan Calheiros (MDB) não conseguiu se reeleger. As duas vagas ficaram com Arthur Lira (PP) e Marina JHC (PSDB).
Os resultados, conforme o balanço eleitoral, foram:
- Arthur Lira (PP): 28,99%
- Marina JHC (PSDB): 28,03%
Para Marina JHC, a eleição representa a chegada ao primeiro cargo público eletivo. Arthur Lira retorna ao Senado depois de sua longa trajetória na Câmara dos Deputados, onde presidiu a Casa por múltiplos mandatos.
Antes da votação, a disputa em Alagoas era apontada pelas pesquisas como uma das mais equilibradas do país, com Marina JHC, Arthur Lira e Renan Calheiros aparecendo tecnicamente empatados em diversos levantamentos.
Espírito Santo: Fabiano Contarato (PT) fica em quarto lugar

No Espírito Santo, o senador Fabiano Contarato (PT) terminou em quarto lugar e não conseguiu permanecer no Senado. Com 99,65% das urnas apuradas, ele contabilizava 519.551 votos, equivalentes a 12,94% dos válidos.
Contarato ficou atrás de Renato Casagrande, Evair de Melo e Maguinha Malta. Casagrande e Evair de Melo foram eleitos para as duas cadeiras do estado.
Após o resultado, o senador divulgou nota agradecendo aos eleitores:
“Agradeço a cada capixaba que confiou em mim, esteve ao nosso lado e acreditou no nosso trabalho no Senado. Recebo o resultado das urnas com respeito e serenidade. A vontade popular é soberana, e a democracia deve sempre ser respeitada.”
O que dizem os números
A renovação da bancada do Senado neste pleito reflete um movimento mais amplo do eleitorado brasileiro, que tem demonstrado disposição para alternar representações e punir mandatários que não conseguiram atender às expectativas de seus eleitores.
Vale destacar que o Senado, diferentemente da Câmara dos Deputados, tem mandato de oito anos, com renovação alternada de um terço e dois terços da bancada a cada eleição. Isso significa que os senadores que não conseguiram se reeleger neste pleito ficarão fora da Casa por, no mínimo, oito anos — salvo se voltarem a se candidatar e forem bem-sucedidos em pleitos futuros.
Impacto na composição do Senado
As derrotas de nomes como Randolfe Rodrigues, Eliziane Gama, Soraya Thronicke, Renan Calheiros e Fabiano Contarato alteram significativamente a composição da bancada do Senado a partir de fevereiro de 2027, quando os novos eleitos tomarão posse.
A análise detalhada do impacto dessas mudanças na correlação de forças da Casa — e como isso pode afetar a tramitação de projetos, a aprovação de indicações do Executivo e o funcionamento das comissões — deverá ser objeto de acompanhamento nas próximas semanas pelo ACM Notícias.
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Nota de responsabilidade editorial: Esta matéria foi produzida com base em dados oficiais divulgados pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e em informações publicadas pelo veículo Direita Online. Os resultados apresentados refletem a apuração eleitoral em andamento e podem sofrer alterações conforme a consolidação final dos votos pelo TSE. O ACM Notícias ressalta que a soberania das urnas é um princípio fundamental da democracia brasileira, e o resultado das eleições deve ser respeitado independentemente de preferências políticas. Cabe ao eleitorado, por meio do voto, definir os rumos da representação política no país.
Redação



