Wall Street Journal, o jornal mais influente do mundo, atesta: “Lula persegue Flávio Bolsonaro por vingança política”

por Aloísio Moreira

Editorial publicado nesta quarta-feira (28) pelo tradicional veículo americano classifica as medidas do STF contra o senador eleito como “revanche política”, questiona a atuação de Alexandre de Moraes e considera “justificável” a proteção concedida pelo governo Trump à família Bolsonaro em Miami; para a direita brasileira, o endosso do WSJ é a prova definitiva de que a perseguição não é paranoia — é fato reconhecido pela imprensa internacional; e para o governo Lula, a humilhação agora tem endereço, carimbo e assinatura: é da página de opinião do jornal mais lido do capitalismo global

Por Redação ACM Notícias Publicado em 29/10/2026 — 14h25


Se havia alguma dúvida sobre a natureza da perseguição judicial movida contra Flávio Bolsonaro, ela foi dissipada nesta quarta-feira (28) — não por um veículo da direita brasileira, não por um blog conservador, não por um canal do YouTube bolsonarista. Foi dissipada pelo The Wall Street Journal — o jornal mais influente do mundo financeiro, a voz editorial do capitalismo global, a publicação que os mercados leem antes de tomar qualquer decisão sobre o Brasil.

Em um editorial publicado em 28 de outubro, o conselho editorial do WSJ não titubeou: classificou as medidas do STF contra o senador eleito como uma possível forma de “revanche política” após a disputa presidencial, questionou a imparcialidade das instituições brasileiras e considerou “justificável” a proteção concedida pelo governo Donald Trump à família Bolsonaro em Miami.

A tradução é simples: o mundo leu o que a direita brasileira denuncia há anos — e agora concorda.


O que disse o Wall Street Journal

O editorial, publicado na edição de quarta-feira (28), aborda os principais pontos do caso Flávio Bolsonaro — e não poupa críticas ao governo Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e ao Supremo Tribunal Federal (STF).

1. “Revanche política”

O jornal classificou as medidas contra Flávio como uma possível forma de “revanche política” após a disputa presidencial. A expressão, em inglês “political revenge”, é das mais graves no vocabulário jornalístico americano — e seu uso pelo WSJ indica que o conselho editorial considera, sim, que há motivação política nas decisões do STF.

2. Crítica direta a Alexandre de Moraes

O editorial direciona parte das críticas ao ministro Alexandre de Moraes, ao questionar sua atuação em processos envolvendo integrantes da família Bolsonaro e outros opositores políticos. O jornal relacionou a determinação sobre os passaportes de Flávio ao contexto político posterior à eleição e questionou se o senador teria garantias suficientes de imparcialidade caso viesse a responder a uma ação penal no Brasil.

3. Crítica à condenação de Jair Bolsonaro

O texto também fez críticas à condução do processo que resultou na condenação do ex-presidente Jair Bolsonaro por suposta tentativa de golpe de Estado — uma condenação de 27 anos de prisão que, para o conselho editorial do WSJ, levanta sérias dúvidas sobre o funcionamento do Judiciário brasileiro.

4. A proteção americana é “justificável”

Talvez o ponto mais significativo do editorial: o Wall Street Journal considerou justificável a proteção concedida pelo governo americano à família Bolsonaro. A avaliação, vinda de um dos jornais mais respeitados do planeta, é um endosso indireto à decisão de Trump de acolher Flávio, emitir vistos para sua família e permitir sua permanência em solo americano.

5. Alerta sobre futuras indicações ao STF

O editorial também chamou atenção para as futuras indicações presidenciais ao Supremo Tribunal Federal. Ao longo do mandato, Lula poderá participar da escolha de novos ministros para a Corte — e o jornal argumentou que o Senado terá papel relevante na avaliação das indicações e na preservação da independência judicial.


O significado de um editorial do Wall Street Journal

Para quem não acompanha o noticiário internacional com regularidade, é preciso explicar: o Wall Street Journal não é um jornal qualquer.

  • É a principal publicação financeira do mundo;
  • É lido por presidentes, primeiros-ministros, banqueiros centrais, investidores institucionais e formadores de opinião em todos os países;
  • Seu conselho editorial é considerado um dos mais influentes do jornalismo global;
  • O que o WSJ escreve move mercados, influencia decisões de política econômica e molda a percepção internacional sobre os países que cobre.

Quando o WSJ publica um editorial classificando as medidas do STF contra Flávio como “revanche política” e considerando “justificável” a proteção americana ao senador, o recado não é dirigido apenas ao governo Lula. É dirigido ao mundo inteiro.

É dirigido aos investidores estrangeiros que avaliam se devem ou não colocar dinheiro no Brasil.

É dirigido aos governos aliados que decidem se devem ou não endossar o governo Lula em fóruns internacionais.

É dirigido às agências de classificação de risco que avaliam a segurança jurídica do país.

É dirigido, enfim, a todos aqueles que decidem, no mundo real, se o Brasil de Lula é ou não um país confiável.

E a resposta, agora, está na página de opinião do jornal mais lido do capitalismo global: não, não é.


O constrangimento de Lula: a imprensa internacional vê o que o STF finge não ver

Para o governo Lula, o editorial do WSJ é um constrangimento de proporções históricas.

O petismo passou os últimos anos construindo uma narrativa de que qualquer crítica ao STF é “ataque à democracia”, que qualquer denúncia de perseguição judicial é “teoria da conspiração”, que qualquer questionamento da imparcialidade de Moraes é “golpismo”.

Agora, o Wall Street Journal — um jornal que ninguém pode acusar de “bolsonarismo”, de “direita radical” ou de “conspiração” — diz exatamente o que a direita brasileira vem denunciando há anos:

  • Há perseguição política contra a família Bolsonaro;
  • Alexandre de Moraes não age com imparcialidade;
  • A condenação de Jair Bolsonaro levanta dúvidas sobre o Judiciário brasileiro;
  • A proteção americana a Flávio é justificável.

O que a direita brasileira sempre soube — e pelo qual foi chamada de “louca”, “golpista” e “conspiradora” — agora é atestado pela imprensa internacional mais respeitável do planeta.

A humilhação é total. E não há nota de repúdio, não há retórica anti-imperialista, não há discurso no palanque que possa apagá-la.


O endosso à proteção americana: o que o WSJ realmente disse

Vale a pena deter-se no ponto mais significativo do editorial: a avaliação de que a proteção concedida pelo governo Trump a Flávio Bolsonaro é “justificável”.

O jornal foi cuidadoso em sua redação. Não afirmou que os Estados Unidos tenham reconhecido oficialmente a existência de perseguição política no Brasil — isso ainda não aconteceu em termos formais. Também não afirmou que a autorização temporária de permanência deva ser automaticamente confundida com asilo político — o que, tecnicamente, ainda não foi concedido.

Mas o recado é claro: o WSJ considera legítima a decisão de Trump de acolher Flávio e sua família. E, ao fazer isso, o jornal está dizendo, em entrelinhas, que compartilha da avaliação de que o senador não teria, no Brasil, garantias de devido processo legal.

Para a direita brasileira, isso é um endosso indireto à tese de que Flávio não fugiu do Brasil — escapou de uma perseguição. E essa tese, agora, tem o carimbo do Wall Street Journal.


As investigações contra Flávio: o que o WSJ também disse

O editorial do WSJ não é, porém, uma absolvição incondicional de Flávio Bolsonaro. O jornal teve o cuidado de mencionar que o senador também é alvo de investigações — e de que ele nega irregularidades.

O jornal fez a distinção, importante do ponto de vista jornalístico, entre:

  • As críticas à atuação das instituições e às garantias processuais;
  • A apuração de suspeitas que precisam ser examinadas pelas autoridades competentes.

Essa distinção é legítima — e o ACM Notícias a reconhece. Flávio Bolsonaro é, sim, alvo de investigações. E essas investigações precisam ser conduzidas com respeito ao devido processo legal, à presunção de inocência e à ampla defesa.

O que o WSJ questiona — e com razão — é se, no Brasil de Lula e de Moraes, essas garantias estão sendo efetivamente respeitadas. E a resposta, para o conselho editorial do jornal, é não.


O alerta sobre as futuras indicações ao STF

Um ponto particularmente relevante do editorial é o alerta sobre as futuras indicações presidenciais ao Supremo Tribunal Federal.

Ao longo do mandato, Lula poderá participar da escolha de novos ministros para a Corte — e o jornal argumentou que o Senado terá papel relevante na avaliação das indicações e na preservação da independência judicial.

A mensagem é clara: o WSJ está dizendo ao Senado brasileiro que não pode simplesmente referendar indicações feitas por um governo que, segundo o próprio jornal, usa o STF como instrumento de perseguição política.

Para a direita brasileira, isso é um recado direto aos senadores — em especial aos do PL, que agora precisam decidir se vão compactuar com a escalada autoritária do governo Lula ou se vão honrar o voto dos quase 60 milhões de brasileiros que votaram em Flávio no domingo.


O impacto em Manhuaçu e na Zona da Mata

Para Manhuaçu e toda a Zona da Mata mineira, o editorial do Wall Street Journal tem um significado particular.

O cafeicultor que exporta seus grãos para o mercado internacional sabe que a reputação do Brasil no exterior não é uma abstração — é o que determina se seus produtos serão ou não aceitos, a que preço, em que condições. Quando o jornal mais influente do capitalismo global diz que o Brasil de Lula não oferece segurança jurídica, o cafeicultor manhuaçuense sente isso no bolso.

O comerciante que depende de crédito, de investimento, de confiança na economia, sabe que a reputação internacional do país afeta diretamente a taxa de juros, o custo do crédito e a disposição dos investidores em apostar no Brasil. Quando o WSJ questiona a imparcialidade do STF, o comerciante manhuaçuense sente isso na dificuldade de expandir seu negócio.

A família conservadora que acompanha, atônita, a perseguição do STF contra a família Bolsonaro, encontra no editorial do WSJ a confirmação internacional de suas suspeitas. O que era “teoria da conspiração” para a imprensa brasileira é agora análise editorial do jornal mais respeitado do mundo.


O contexto: Flávio em Miami, Lula encurralado, o mundo observando

O editorial do WSJ chega em um momento particularmente delicado para o governo Lula.

  • Flávio Bolsonaro está em Miami, desde as 10h24 de ontem, com a esposa e as filhas, protegido pelo governo americano;
  • Donald Trump declarou publicamente que aprova a ida do senador e que a eleição brasileira foi “muito estranha e terrível”;
  • O Departamento de Estado confirmou a concessão de vistos a Flávio e sua família;
  • Marco Rubio, Secretário de Estado americano, é apontado como o “cérebro” da operação que levou Flávio aos EUA;
  • A imprensa internacional — Infobae, Reuters, NBC, Wall Street Journal — cobre o caso com destaque;
  • E agora, o jornal mais influente do mundo financeiro classifica as medidas do STF como “revanche política”.

O governo Lula, que tentou construir uma narrativa de normalidade institucional, vê essa narrativa desmoronar a cada novo episódio. E o editorial do WSJ é, nesse sentido, mais um tijolo na parede de constrangimento que se ergue ao redor do petismo.


O que a direita brasileira deve fazer com esse endosso

O editorial do Wall Street Journal não é apenas uma opinião — é uma ferramenta política. E a direita brasileira precisa saber usá-lo.

1. Tradução e divulgação massiva

O editorial precisa ser traduzido para o português e divulgado em todas as redes sociais — com destaque para as frases mais impactantes: “revanche política”, “justificável”, “imparcialidade questionável”.

2. Pressão sobre o Senado

Os senadores do PL precisam ser pressionados a levar a sério o alerta do WSJ sobre as futuras indicações ao STF — e a não referendar nomes indicados por um governo que, segundo o jornal, usa o tribunal como instrumento de perseguição.

3. Articulação internacional

A direita brasileira precisa ampliar a articulação internacional — usando o editorial do WSJ como prova de que a perseguição não é “teoria da conspiração”, mas fato reconhecido pela imprensa internacional.

4. Preparação para 2030

O endosso do WSJ à tese de perseguição política é um ativo político que precisa ser usado na reconstrução da direita para as eleições de 2030 — quando Flávio, ou outro nome conservador, poderá voltar a disputar a Presidência com o respaldo internacional que o petismo jamais terá.


O recado final

O editorial do Wall Street Journal é um um passo na reconstrução da verdade sobre o que acontece no Brasil de Lula e de Moraes.

O mundo está observando. O mundo está entendendo. O mundo está, cada vez mais, do nosso lado.

A perseguição contra Flávio Bolsonaro não é paranoia. Não é teoria da conspiração. Não é “golpismo”. É perseguição política — reconhecida como tal pelo jornal mais influente do planeta.

A condenação de Jair Bolsonaro não é Justiça. É vingança institucional — questionada, agora, pela imprensa internacional mais respeitável.

A proteção americana a Flávio não é “abrigar fugitivo”. É acolher uma vítima — e essa acolhida é considerada “justificável” pelo Wall Street Journal.

Manhuaçu, a Zona da Mata, Minas Gerais e o Brasil conservador podem, nesta quinta-feira, erguer a cabeça.

A verdade, por vezes, demora a chegar. Mas quando chega, chega com o peso de um editorial do Wall Street Journal.

O ACM Notícias seguirá acompanhando, com independência e compromisso com a verdade, os desdobramentos do caso Flávio Bolsonaro — e os impactos do endosso internacional à tese de perseguição política sobre a política brasileira.

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Nota de responsabilidade editorial: Esta matéria foi produzida com base em informações publicadas pelo Agora Notícias Brasil e no editorial do The Wall Street Journal de 28 de outubro de 2026. As análises sobre a perseguição política contra Flávio Bolsonaro são interpretações jornalísticas baseadas no contexto político do país e no endosso do conselho editorial do WSJ, e não constituem juízo de valor definitivo sobre a legalidade das investigações em curso. O ACM Notícias ressalta que Flávio Bolsonaro é alvo de investigações que precisam ser conduzidas com respeito ao devido processo legal — e que a existência de investigações não se confunde com acusação formal ou condenação criminal. O editorial do WSJ, por sua vez, é uma opinião do conselho editorial do jornal e não representa uma decisão judicial sobre a existência de perseguição. Cabe ao leitor formar sua própria opinião com base nas informações disponíveis.

Redação

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